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O futuro da democracia representativa na sociedade 4.0

Diálogos: Portugal no futuro

Dia 23 de novembro 2018

 

Pode aceder à nota de enquadramento sobre o tema debatido nesta sessão, AQUI.

 

Assista ou reveja esta sessão aqui:

 

 

 

A primeira sessão do ciclo de debates Diálogos ‘Portugal no Futuro’ foi dedicada ao tema ‘O futuro da democracia representativa na sociedade 4.0’.

 

A sociedade contemporânea coloca enormes desafios à democracia representativa. A globalização e a evolução tecnológica criaram múltiplas oportunidades e ameaças aos sistemas políticos. As novas formas de comunicação e de organização, a emergência de novos poderes, de novos fluxos de pessoas e de distribuição da riqueza desafiam a ordem em que as democracias liberais se estabeleceram.

 

É por isso urgente que as democracias representativas se revitalizem, oferecendo respostas renovadas à sociedade. O risco é o do crescimento inexorável do afastamento entre os cidadãos e os seus representantes, e o da emergência de respostas que podem colocar em causa a própria democracia. O desinteresse e as atitudes negativas em relação à atividade política e aos políticos manifestam-se de variadas formas, como o desalinhamento partidário e a volatilidade eleitoral, o crescimento da abstenção e a falta de confiança generalizada em relação aos partidos políticos. Segundo o último inquérito do Eurobarómetro, divulgado em março de 2018, apenas 26% dos portugueses confiam nos partidos políticos. Por outro lado, não há espaços vazios e este é o terreno propício para o preocupante crescimento eleitoral de fenómenos populistas a que temos assistido em diversas geografias. 

 

Nesta sessão quisemos debater novas soluções capazes de religar a sociedade e os cidadãos aos seus representantes políticos em torno das seguintes questões:

. Como credibilizar o sistema e os representantes políticos?

. A introdução de círculos uninominais ou de voto preferencial poderão ser um caminho para uma maior proximidade e um maior poder de escolha dos eleitores?

. E as eleições primárias, não poderão ser uma forma de abertura dos partidos à sociedade?

. Não deveria o exercício do direito de voto ser facilitado, com o aperfeiçoamento das regras do voto antecipado e do voto em movimento?

. Como poderão as instituições democráticas utilizar as novas tecnologias para fomentar a participação política dos cidadãos, instrumentos como os orçamentos participativos são um bom exemplo?

. As redes sociais são uma ameaça à democracia ou uma forma comunicação e de divulgação de ideias que deve ser utilizada pelos partidos políticos?

 

Para animar esta discussão contámos com as intervenções de:

Maria Flor Pedroso, Diretora de Informação da RTP

Manuel Meirinho, Presidente do ISCSP

Nuno Sampaio, Coordenador da área do Sistema Político, PCS

 

A moderação e o encerramento esteve a cargo de Jorge Moreira da Silva, Presidente da direção da PCS.

 

Com o ciclo Diálogos ‘Portugal no futuro’ a PCS pretende promover de forma regular sessões informais de discussão sob diversos temas, para um grupo restrito de convidados, com o objetivo de contribuir para um debate aberto e informado de propostas que possam potenciar o crescimento de Portugal. 

 

Esta sessão decorreu no dia 23 de novembro 2018, na Lx Factory, em Lisboa.